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PREFÁCIO

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A Teoria da Utilização Progressiva, que também é conhecida por PROUT (sigla de “Progressive Utilization Theory” pronunciada ‘práut’), é um modelo socioeconômico proposto, em 1959, por Prabhat Rainjan Sarkar (1921-1990).

 

Frei Leonardo Boff, um dos fundadores da Teologia da Libertação, disse: “PROUT é muito importante para todos aqueles que almejam uma libertação que comece pelo econômico e se abra para a totalidade da existência humana... Serve de alternativa para uma economia verdadeiramente humana, cujo funcionamento produz vida e felicidade para os povos.”

 

O valor de PROUT está na autenticidade e na amplitude de suas propostas. Seu criador foi um filósofo social e mestre espiritual. Nasceu na Índia e trabalhou na Rede Ferroviária, tendo utilizado seu tempo disponível para difundir os ensinamentos de yoga e PROUT.

 

Após criar PROUT, Sarkar foi perseguido por aqueles que se sentiram ameaçados pelo movimento proutista. Por isso, foi preso injustamente, por motivos políticos, no período de 1971 a 1978.

 

Dr. Johan Galtung, ganhador do Prêmio Nobel Alternativo e fundador do Instituto Internacional para Pesquisa da Paz, disse: “P. R. Sarkar é provavelmente uma das maiores personalidades deste século, por sua visão profunda e criativa.” Segundo Carlos Minc, ecologista e deputado estadual-RJ: “Na obra de Sarkar, identifiquei nossas lutas mais difíceis (...) e os caminhos possíveis para um Brasil sem injustiça, desperdício e desigualdade.”

 

PROUT encanta, pois apresenta um enorme equilíbrio de idéias. Defende a democracia política aliada à democracia econômica; defende a tecnologia aplicada à redução da jornada trabalhista e à preservação ambiental, e contra o desemprego, o achatamento salarial e a degradação ambiental. PROUT propõe uma Revolução Agrária em etapas, que incluem a implementação gradativa de um sistema cooperativo e a instalação de indústrias agrícolas no campo. Com isso, será possível elevar o padrão de vida dos camponeses e minimizar os problemas de superpopulação, poluição e criminalidade nas grandes cidades.

 

Sua abrangência é vasta, pois compreende várias áreas: sociologia, psicologia, economia, ciência política, história e espiritualidade. Um dos pontos mais significativos é a propagação da espiritualidade como forma de superação das tendências humanas negativas, como a ganância, o egoísmo e a exploração, e desenvolvimento dos aspectos positivos, como o altruísmo, o amor, a compaixão, a ética, o caráter, a disciplina e o espírito de coletividade.

 

PROUT une pontos positivos do capitalismo e do socialismo, apesar de ser diferente de ambos os sistemas em muitos aspectos (ver Apêndice B). O dinamismo, o estímulo à produção e a democracia política capitalista se unem à democracia econômica, à justiça social e à garantia das necessidade básicas socialistas. Ravi Batra, economista e autor de livros “best-sellers” nos Estados Unidos, disse: “PROUT merece um estudo sério, pois fornece resposta para os dilemas econômicos e sociais atuais.”

 

É possível que tenhamos cometido erros em alguns detalhes. Desculpamo-nos pelas faltas e pedimos aos leitores que nos enviem sugestões para enriquecer futuras edições. Nossos agradecimentos e homenagens são dirigidas a P. R. Sarkar, fundador de PROUT e fonte de nossa inspiração.

 

Leonardo de Amorim Thury,

Rio de Janeiro (RJ)

 

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